Mulheres na tecnologia: uma história de inovação e desafios

Publicado em 26/04/2021
Mulheres na tecnologia: uma história de inovação e desafios

A relação próxima entre as mulheres e a tecnologia não é uma tendência, mas uma herança.  Desde o início dos tempos, grandes inovações e avanços tecnológicos contaram com a participação e o trabalho árduo de muitas mulheres.

Muitas vezes deixadas de lado e excluídas dos registros oficiais, cientistas, matemáticas, físicas e diversas outras profissionais fizeram parte de grandes momentos da tecnologia. Felizmente, vivemos hoje um período de resgate histórico dessas contribuições e de suas vozes. É hora de inspirar as mulheres do presente a continuar inovando e vencendo desafios.

Nomes como Hipácia de Alexandria (matemática e filósofa acusada de bruxaria em 415 d.C.), Ada Lovelace (prodígio da matemática e primeira programadora da história, no século XIX) e Hedy Lamarr (atriz e inventora austríaca responsável pelas bases da telefonia celular e do wi-fi, ainda nos anos 40) são apenas alguns dos exemplos de como mulheres têm feito parte do desenvolvimento da ciência e da tecnologia, superando dificuldades e preconceitos.

Grandes conquistas tecnológicas, como a corrida espacial, também contaram com o talento e a habilidade de muitas profissionais. Katherine Johnson, física e cientista, participou ativamente do projeto Mercury, que levou o homem ao espaço na década de 60. Já Margareth Hamilton, programadora da NASA, foi um dos nomes por trás do primeiro pouso na Lua, em 1969. Essa continua sendo uma realidade. Em 2019, a pesquisadora Katie Bouman desenvolveu o algoritmo que possibilitou a primeira foto de um buraco negro.  

Indo muito além dos papéis sociais impostos a elas, mulheres de diversas idades, etnias e nacionalidades seguem contrariando as expectativas. Todos os dias, mulheres seguem provando sua capacidade de transformar o mundo – e a tecnologia.

Mulheres e tecnologia: novos tempos, novos desafios

Ao longo dos séculos, a luta feminina por direitos, liberdade e respeito conquistou avanços importantes. Desde serem consideradas cidadãs com direito ao voto e à propriedade, até consolidarem sua presença na vida pública e política, mulheres do mundo do todo já trilharam um longo caminho. Mas ainda há muito a ser debatido e conquistado. E, em setores como o da tecnologia, ser mulher ainda é ser considerada uma exceção.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no setor de tecnologia, apenas 20% dos cargos são ocupados por mulheres. Já nos cursos de Computação e Tecnologia da Informação, somente 13% das vagas são ocupadas por alunas. Essa configuração, com um ambiente predominantemente masculino, reforça o estereótipo de que mulheres não são tão competentes quanto homens na área da tecnologia.  

Em 2018, uma pesquisa da Catho apontou que 51% das mulheres nesse setor já se sentiram descriminadas em algum momento. Além disso, 46% delas também relataram expectativas ruins de crescimento na empresa – ao mesmo tempo em que homens tinham quase o dobro de chance de serem promovidos. Isso também se reflete nos salários: mulheres ganham 30% menos do que homens na área de Tecnologia da Informação, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad)

Se antes a descriminação das mulheres na tecnologia era clara (com a proibição do ingresso em certos cursos e carreiras, por exemplo), agora ela acontece de forma mais velada. Hoje, mulheres na tecnologia e em outros ambientes masculinizados sofrem com questões como o mansplaining (quando um homem trata uma mulher com condescendência, explicando algo que ela já sabe) e o manterrupting (em que mulheres são constantemente interrompidas e têm suas opiniões desconsideradas por colegas homens). Além disso, as responsabilidades sociais pela maternidade e pelo serviço doméstico caem sobre os ombros das mulheres, que precisam muitas vezes vivenciar jornadas duplas e triplas de trabalho.

De exceção à regra: ambientes mais femininos na tecnologia

Porém, esse cenário está mudando. Embora os números ainda sejam tímidos, aos poucos a presença das mulheres na tecnologia começa a crescer em diversas carreiras. Programas específicos de treinamento e formação surgem em todo o mundo, focados em transformar essa realidade desigual e ampliar o horizonte de possibilidades para meninas e mulheres na tecnologia. Com isso, cada vez mais mulheres conquistam seu espaço em cargos de base e de liderança no setor de tecnologia, inspirando a próxima geração de profissionais.

Entre as empresas brasileiras do segmento, a Mangue se destaca nesse sentido. Atuando no desenvolvimento de softwares e na consultoria para inovação, a CEO da empresa é uma mulher negra e nordestina, vinda da periferia e de baixa classe social. Contrariando tanto as expectativas quanto as estatísticas, Josilene Santana é um dos exemplos de que a presença feminina é mais do que merecida: ela é necessária para a evolução de toda a sociedade.

Mulheres competentes, fortes, criativas e dispostas a continuar fazendo a tecnologia evoluir existem hoje em todo o mundo, como sempre existiram na história da humanidade. Conquistando seu espaço mesmo em ambientes tradicionalmente masculinos, mulheres de todos os tipos continuam escrevendo diariamente a história. O futuro da tecnologia é feminino.

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